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BRASIL, Sul, CAMBE, Centro, Homem, de 20 a 25 anos
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Ensaio Jornalético


Flashback

 

- Não sei se é pior ficar trancado no banheiro do Country ou estar no Valentiino cercado de pessoas trashs...

 

- Ah, Fábio, pelo menos no Country você era o centro das atenções!

 

Palavras do sempre bem humorado e dono da gargalhada inconfundível, Muriel Amaral.

 

 



Escrito por phàbio às 21h14
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Rotina do Ônibus

Café da manhã corrido para não perder o horário. Meio copo de leite e pão com maionese diariamente enjoam fácil. Comia quase sem vontade.

 

No “terminal”, dia sim dia talvez o encontro com ela. Apesar dela estar em total desvantagem, sempre dava um jeito de tentar contar alguma vantagem nos nossos 10 minutos de conversa.

 

Já sentado na pouco confortável poltrona, aguardando o horário da partida, elas chegavam. Era assim que acontecia. As duas irmãs negras-descoladas chegavam com pressa, com as bolsas na mão.

 

Onde será que elas estudavam? Não cansavam uma da outra, o dia todo juntas (provavelmente)?

 

Ao longo do caminho os outros personagens iam chegando. A morena sarada que adorava o vizinho e os colegas de trabalho. Sempre falava deles...

 

A moça que certamente trabalha num laboratório. O que denunciava era o jaleco. Ela levava uma bolsa, além de uma agenda que carregava na mão. Sempre tinha que ficar em pé. Porque ela não guardava a agenda na bolsa?? Uma vontade de perguntar pra ela. Eu ficava incomodado com a tal agenda na mão.

 

Também tinha a senhorinha, não tão feminina, de uns 40 anos, que sempre ia com camisa e uma calça que a deixava sem bunda. Sabe aquela bunda chata?? A curiosidade batia: O que se passava pela cabeça dela? Qual a opinião dela sobre sexo, política, familiares, emprego??

 

***

Alguns dias depois....

 

Voltando para casa

***

 

O busão estava relativamente vazio. Em pé, ao lado de duas jovens vendedoras sentadas, ouvia um pouco da conversa. Pareciam gostar da profissão. Trocaram cartões das lojas.

 

Algumas pessoas com panetone na mão.

 

A senhorinha que pega ônibus de manhã estava lá, mas hoje, mais arrumada que nos outros dias. Com a bunda chata, mas arrumada. Como cabelo de general, mas com uma blusa que dava vida a ela.

 

Na medida em que a pessoas iam descendo, desejavam feliz ano novo para o amigo/colega.

 

Alguma conversa sobre roupa do Reveillon.....

 

O clima de festa tomava conta da rotina do ônibus. E ainda eram 18h e alguma coisa.

 

A "viagem" foi rápida. Como o ano que passou. Você está pronto para o novo ano? Qual será sua promessa logo mais?

 

 



Escrito por phàbio às 19h36
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Provocações...

Esta crônica foi publicada no Comtexto, jornal online do curso de Jornalismo da Unopar. É uma boa provocação...

(Se você quiser receber o Comtexto por e-mail, faça o cadastramento pelo endereço comtexto@unopar.br. Satisfação total ou o seu dinheiro de volta)

Imagem e Semelhança

Ao todo, tenho sete personalidades e cada uma age de um jeito para eu conseguir o que quero; e sempre consigo

Eu sou a ira, e é em meu nome que várias pessoas foram queimadas nas fogueiras da Santa Inquisição e várias crianças foram mortas em nome de Alá;

Eu sou a luxúria, e é em meu nome que padres macularam fiéis que nele depositaram sua fé;

Eu sou a avareza, e é em meu nome que plantações foram jogadas ao fogo, para que assim homens de negócios pudessem obter lucros maiores no mercado mundial;

Eu sou a gula, e é em meu nome que pessoas ignoram a fome alheia e comem muito mais do que necessitam;

Eu sou a preguiça, e é em meu nome que o homem nega-se a estender sua mão ao próximo;

Eu sou a inveja, e é em meu nome que os homens tentam se destruir todos os dias;

Eu sou a soberba, e é em meu nome que famigerados de todas as partes morrem todos os dias;

Eu sou as suas atitudes cotidianas, a mediocridade de seu olhar, a estupidez de seus atos e a razão de seus comentários maldosos. Eu sou onipotente, onisciente e onipresente. Eu sou a sua imagem e semelhança; Eu sou quem criou você, eu sou Deus.

Autor: Claudinei Avelar

 



Escrito por phàbio às 22h09
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Eu gosto de ser garoto de programa

Dor de cabeça, cansaço, dor nas pernas.Resultado da volta ao trabalho.

 

Ligar para fazer os últimos acertos com a banda, descarregar o carro com a decoração do estúdio, carregar renas (uma com o chifre quebrado depois de uma queda), empurrar arquibancada, receber convidados, levar cadeiras na recepção, ir atrás de jornal velho, levar água no estúdio, ver se o papai noel chegou, pegar as cadeiras que havia levado na recepção e colocar novamente no estúdio.

 

Telefone toca, telefone toca, telefone toca.

 

Pautas para o dia seguinte: Plantão Sorriso e natal dos presidiários.

 

Fim do expediente. 

 

 



Escrito por phàbio às 20h06
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HP fica pra próxima

Estava na Folha e no JL que se chovesse, a apresentação do Hermeto Pascoal seria tranferida do Zerão para o Country.

Pois é. Choveu e a apresentação foi cancelada.

Por quê?

Boa pergunta.

 



Escrito por phàbio às 16h48
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Texto Humanizado

 

“Biografias & Biógrafos – jornalismo sobre personagens”. Este é um dos melhores livros de jornalismo que já li. Mais do que biografias, Sergio Vilas Boas fala sobre a humanização do texto jornalístico. Sabe aquele texto cheio de números, óbvio, sem surpresas, que desce seco?

 

Sim, ele pode descer redondo. Mas claro, sem generalizar. Há momentos para usar diferentes estilos de redação.

 

Lendo um pouco sobre biografias, já se tem uma boa base para começar a escrever um texto mais humanizado, já que tratam de pessoas.

 

O autor dedica um capítulo à escrita de perfis e um sobre a Literatura da Realidade. E o que isso tudo quer dizer? A fusão de jornalismo, literatura e psicologia. E isso ocorre quando utilizamos as ferramentas da literatura (descrição, diálogos, foco narrativo...) não para a ficção, mas com o fato que é notícia. Quando mostramos detalhes que informam: a expressão facial do entrevistado diante da pergunta, a descrição do local, um gesto que exprima o que não foi traduzido em palavras. E claro, tudo isso retratado em texto jornalístico. Tarefa nada simples.

 

O autor, ainda, condena o vício das aspas nos textos atuais.

 

Bom, eu escrevi um perfil. Foi a minha primeira vez. E primeira vez, você sabe como é...

 

ia postar o texto aqui, mas não cabe por causa do limite de caracteres.

 

Este é o link:

 

http://www.jornalexpress.com.br/noticias/detalhes.php?id_jornal=13001&id_noticia=27

 

O que você achou??

 

 



Escrito por phàbio às 19h39
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